3 de Junho, 2026
Lisboa, 3 de junho de 2026 – O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Gustavo Paulo Duarte, destacou hoje que a inexpressividade dos números de trabalhadores aderentes à greve geral, recolhidos junto das associações dos setores do Comércio e dos Serviços, evidencia que “os trabalhadores do setor empresarial deram provas de não acreditar na greve geral como solução para nada”.
Gustavo Paulo Duarte considera ainda que “os números comprovam o que já era por demais evidente e tínhamos alertado; esta greve geral não foi mais do que um pseudoacontecimento, encenado por parte de forças políticas que continuam a achar que podem instrumentalizar os trabalhadores. A realidade encarregou-se de o desmentir”.
“A resolução das questões em torno das alterações à Lei laboral deve ser agora encontrada através de consenso laboral, tendo os partidos políticos em conta as propostas apresentadas pelos parceiros sociais, nomeadamente as da CCP”, conclui o mesmo responsável.
A posição do presidente da CCP surge após uma recolha efetuada pela Confederação junto de 23 Associações dos setores do Comércio e Serviços, que confirmaram a inexpressividade das adesões com 20 Associações a estimar ser “muito reduzido” (menor ou igual a 5%) o número de empresas com trabalhadores em greve, duas como “reduzido” (de 6% a 10%) e apenas uma como “elevado” (de 16% a 20%).
O relatório da CCP confirmou igualmente que, “da auscultação realizada junto da rede associativa da CCP e da leitura face a relatos que recolhemos acerca do efeito de greves anteriores nas empresas que representamos – estimamos que o número de empresas que têm trabalhadores que aderiram à greve é muito reduzido e, nas muito poucas que têm trabalhadores em greve, é igualmente muito reduzido o número de trabalhadores que aderiu à greve. Por outro lado, o impacto financeiro e nos resultados das empresas dos nossos setores deste dia de greve também se estima reduzido, na medida em que, apenas com algumas exceções (como será o caso da restauração e de parte dos serviços de transporte), a redução de procura e de distribuição no dia da greve não elimina o negócio não realizado, mas acaba por adiar para os dias seguintes o negócio mais reduzido no dia da greve”.