Mensagem do Presidente

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, CCP, estrutura que agrega mais de cem associações, tem caracterizado a sua actuação, ao longo de mais de quatro décadas, pela defesa dos interesses dos seus associados dos sectores do comércio e serviços, mas nunca perdendo de vista a importância de contribuirmos para um país mais coeso do ponto de vista económico e social, um país plural e com ambição.

Quando assumi o presente mandato, a direcção definiu como eixos estratégicos de actuação contribuir para a resposta aos principais desafios com que se defronta a sociedade portuguesa. Muitos desses desafios são conhecidos, variando apenas as vias que devemos desenvolver para os enfrentar.

São eles:

  • O desafio de uma economia centrada na criação de valor;
  • O desafio da valorização do território e da política de cidade;
  • O desafio das qualificações e das competências, responder aos condicionalismos actuais e futuros do mercado de trabalho;
  • O desafio da natalidade e do envelhecimento demográfico;
  • O desafio da mudança. Melhor Estado.

Neste contexto, temos vindo, a par de uma actuação mais política, a desenvolver diversos estudos e reflexões que apoiam as propostas desta Confederação num conjunto de domínios. Estamos certos que, sobre os vários temas, temos dado contributos consistentes para melhorar a vida das empresas mas também da sociedade em geral.

Uma palavra para o movimento associativo que representamos, os riscos que enfrentam e as oportunidades.

É difícil, senão impossível, equacionar o valor do associativismo empresarial no futuro sem equacionar a evolução da actividade económica, social e política no mesmo período. Não há qualquer dúvida que haverá mudanças profundas no funcionamento da economia, obrigando as associações a repensar estratégias, e serviços a prestar. Mas há, igualmente, oportunidades. As oportunidades do movimento associativo estão precisamente no potencial que têm de contribuir para diminuir as fragilidades do tecido empresarial português.

Quem melhor que as associações pode fomentar, por exemplo, a cooperação entre empresas sabendo-se que por norma esta cooperação não existe?Quem melhor que as associações pode estimular a criação de redes empresariais, pelas vantagens que podem trazer para as empresas que delas fazem parte? Quem melhor que as associações pode desenvolver projectos estruturantes que visem actuar sobre os factores imateriais de competitividade ou mesmo aspectos básicos como a organização e gestão empresarial?

Estamos certos que juntos conseguiremos desenvolver os objectivos a que nos propusemos.

– João Vieira Lopes

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