Mensagem do Presidente

Uma CCP mais forte ao serviço das suas associações

Assumo a presidência da Direção da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal com um compromisso claro: reforçar a CCP como uma Confederação mais próxima das suas associadas, mais atenta aos problemas concretos dos setores que representa e mais influente na definição de políticas públicas que respondam às necessidades reais das empresas.

A força da CCP está, antes de mais, nas associações que a integram. São elas que conhecem o terreno, que acompanham diariamente as empresas, que identificam constrangimentos e que dão voz à diversidade do comércio e dos serviços em Portugal.

Representamos um universo vasto, heterogéneo e essencial para o país: mais de 200 mil empresas e cerca de 1,4 milhões de postos de trabalho. Mas a nossa responsabilidade não se mede apenas pelos números. Mede-se pela capacidade de transformar essa representatividade em influência, conhecimento, propostas e resultados concretos.

O comércio e os serviços enfrentam hoje desafios exigentes: custos de contexto elevados, burocracia excessiva, instabilidade regulatória, pressão fiscal, dificuldade em atrair e reter talento, transformação digital e assimetrias territoriais. São problemas que condicionam diariamente a atividade das empresas.

Perante este contexto, a CCP deve estar mais preparada para agir. Queremos uma Confederação que ouve, agrega, estuda, propõe e intervém. Dialogante, mas firme; construtiva, mas exigente; institucional, mas determinada na defesa dos setores que representa.

Este mandato terá como prioridade reforçar a utilidade da CCP para as suas associações. Isso significa apoiar melhor a sua intervenção pública, valorizar o seu papel no movimento associativo empresarial, fortalecer a sua capacidade reivindicativa e garantir que as preocupações dos setores chegam, com clareza e consistência, aos centros de decisão.

Defenderemos uma agenda económica orientada para as necessidades concretas das empresas: redução efetiva dos custos de contexto, simplificação administrativa, fiscalidade mais favorável ao investimento e ao emprego, maior previsibilidade regulatória, valorização das qualificações, adaptação do mercado de trabalho às transformações em curso e criação de condições para a competitividade dos setores do comércio e dos serviços.

A coesão territorial será igualmente uma prioridade. Onde o comércio e os serviços enfraquecem, enfraquece também a vida das comunidades. Defenderemos, por isso, políticas que favoreçam a fixação de empresas, a dinamização económica local, o acesso a infraestruturas e serviços e a redução das assimetrias entre territórios.

Queremos ainda reforçar a produção de conhecimento da CCP. Representar bem exige conhecer bem. A Confederação produzirá mais análise setorial, mais dados e mais propostas capazes de apoiar a intervenção da CCP e das suas associadas.

A CCP deve afirmar-se, cada vez mais, como interlocutor de referência no debate económico nacional e europeu. Não apenas para reagir aos problemas, mas para antecipar soluções. Não apenas para defender setores, mas para afirmar o papel estrutural do comércio e dos serviços na criação de emprego, na coesão territorial, na inovação, na competitividade e na criação de valor.

Esta é a ambição que assumo para este mandato: uma CCP mais próxima das suas associadas, mais forte na defesa dos setores que representa, mais influente na definição de políticas públicas e mais útil às empresas, às associações e ao país.

 

Gustavo Paulo Duarte
Presidente da Direção da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal

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